sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Mãos entendidas

No instante que respirou, curvou-se diante dela, que sabias apenas dela, é que era ela

O mundo distante era presente, assim como era também aquelas mãos, as suas mãos

Disse:

- Aqui, no centro dessas duas minhas mãos Senhor, vi vida, dei vida, enfim, é tudo que sou.

Numa respiração mais funda o prazer se perdeu no sexo que ainda não encontrou pernas certas

Muda o silencio que tortura, dando, ao mesmo tempo rasgando pra escalpar a carne que é só carne

Cuspindo no ódio que te traz vida, balança há tempos pensa para o lado do desequilíbrio, que é só vida, enfim.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Feliz Natal


Que queima de fogos de Copacabana o que, a queima de fogos aqui da vila é que é linda.

Primeiro pela superação para comprar os fogos, por que aqui, não tem prefeitura pra comprar não.

Aqui é suado, sabe suor?

Aquela água com odor diferente que escorre pelo seu corpo depois de ralar sob o sol quente que derrete até mármore.

Aqui sim, a queima de fogos vale realmente a pena.

Pode não ser de dezesseis minutos com uma vista pro mar e todo seu horizonte, que Dona Natureza, caprichosamente colocou cada detalhe, um de cada vez.

Mas tem a lua, tem as estrelas que ficam mais fácil de ver com a má iluminação publica, então fica meu agradecimento a vocês senhores gestores desse país, obrigado pelo descaso, por que só nos mostra que somos capazes de sobreviver sem ajuda, mas tomem cuidado com a velha lei do retorno, o mau que nos fazem, as feridas que deixam nas veias desse país, é um dia em vocês que vai sangrar.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007


Christmas n' blues...

Se depositasse sobre tudo o que és somente apenas alguns pedaços de recordações.

O teu quarto seu refugio, quartel general de luzes que esbarram em amores, guarde teu eu imerso.

Trafico de componentes do peito humano, nessa empresa rotina, engrenagens de um sistema que mutila sua própria genitora sem mais indagações, não perdoam jogos com peteca.

Por de trás da linha que a fumaça estende, esconde teus medos, sua vida jogada em cima de pilares que não sustentam nem a si próprio.

Deixe tua adaga, que há um tempo incalculável, carregas junto ao seu coração, costas curvadas, por Deus homem, não precisa carregar nas costas teu coração.

Um novo feto, em algum lugar inóspito, num canto qualquer, de um mundo qualquer, vem nova vida que nos culpara por só ter deixado as sobras do que foi um planeta inteiro.

Dezembro já quase se foi entre onze meses de nostalgias inevitáveis, alegrias naturais, no martírio de dias, nem tempo, nem nada, mas nada é por acaso, ou será na medida em que a dose é calculada, assim talvez escape gotas a mais que o crebro necessita.

Tua caneta bic empoeirada, tuas canecas de café manchadas de preto, chinelos remendados não agüentam território maior, alem de sua caverna embriagada de insônia.

Tuua idade necessita de uma roupa que te deixe melhor, como os velhos e suas canetas caras em um dos bolsos.

Precisas avançar mais rápido que o crescimento das unhas, dos dedos amarelos pela planta que respira paz.

Nutrirei todos os dias, dos dias todos do resto de um ciclo, o verde da esperança que renasce a cada nova flor que vinga.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

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"Quando morrer, quero ser cremado para que minhas cinzas alimentem as ervas, e as ervas, alimentem a mente dos loucos. Loucos como eu"

Robert Nesta Marley (Bob Marley)

A Vaga

Nestas horas em que toda depressão se difunde em fatos reais

Na parede uma foto, na foto uma parede intransponivel

Tem o medo na ponta da crave impiedosa que perfura seu amor

Busca teu conhaque, apanhas um cigarro que alivia a alma...

Mas primeiro aspire toda liberdade, permita-te um dedo de prosa com tua sombra.

sábado, 3 de novembro de 2007


Brava Baiana

Que Deus de crédito a aqueles que sem avó cresceram, um bolo de fubá por aquela que origem deu a tudo isso que homem me faz, jamais provei.
Tristes são aqueles que se sabe, não tiveram nenhuma conversa ao menos inflamada, afogada em sabedoria com aquela senhora de brancos cabelos.
Velha baiana guardou amor sempre onde havia pouco dinheiro pra uma mesa faminta, mas se fez forte, no amor viveu e morrestes.
Velha cadeira que a cada vem e vai, jogava sobre o vento, a pura poesia que mesmo ausente em livros na estante, emanava no ar, sem desculpa alguma.
Ainda que me vejas sujo, saberás que no fundo toda linha que estendi, sobre qualquer forma crua, somente foi pra chegar até seu rosto ainda que justo, seja forte demais.
Toda aquela timidez do homem por trás dos cigarros, dos cafés que dão suporte a vida,
Se de alguma forma isso te conforte, minha avó, escrevo para que de alguma forma essas palavras cheguem até o reino onde reside agora.
Sabe-se, que dentro das estrelas existe um sol maior que se alimenta de sonhos, que jamais, sempre algum ira despedaçar.
Assim como os poetas, para se conhecer realmente uma pessoa, somente a lendo, se faz mais necessário conhecer seus medos que seus amores.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007


ps: velho escrito, inteiramente squeado de varias letras e ideias da banda Dance of Days.


Nossos ideais

O que se pode chamar de um garoto esperto cheio de idéias
Um bom exemplo de sinceridade e certeza não existe aqui dentro
Princípios muitos bem guardados em algum lugar
Vamos continuar por ai até não sei bem quando dentro de um quarto escuro


Este mundo, este lugar não é pra tentar viver nem sair do nada em meio a um mar de gelo
Às vezes o algo mais não permite continuar
Não se poder resolver nem entender o que existe
Longe ou dentro de olhos que não dizem nada do que se espera


Quando deixamos nos enganar ou satisfazer aquilo que nunca será como foi
Ou antes, depois, agora e nem nunca vão conseguir
Me provar tudo e ter respostas a todas as minhas perguntas
Nem me colocar acima do que o ali mostrou, que nem sei porque vou querer voltar


Estar perto demais pra não tocar e jogar os braços pra trás
Desisto de entender o que com brilho no olhar quis dizer sobre você
Sentir o vento me jogar entre as pedras e mesmo asssim, e mesmo assim gostar
Nem se tem às vezes o que dizer, alguma coisa que possa sustentar


Um sentido de que esse dia ira mudar o resto de nossas vidas
Não passa de mais um dia comum em que o mais idiota
Dos idiotas que conheço querem razão pra suas vidas
Me revolver entre o suor cansado de um copo gelado


Em que meus lábios buscam manter esforços em que nada de novo tem a oferecer
Me diz pra que tentar então,viver por uma razão, quando de nada vale esperar
Nada pode ser visto alem de um fundo onde nossas mãos buscam uma superfície gasta
Pela morte de nossos corações, nem me diz como tenho que mudar o mundo


Acho que nem mesmo eu procuro tentar entender o que impede de continuar
Talvez agora saiba porque preocupa tanto não ter o que dizer
A você e ficar em silencio pra buscar algo que possa nos evitar
De se repetir e achar um lugar legal pra ir sem pessoas que respiram fumaça


Ainda sim, ainda sim não faz sentido a imagem em meu espelho
Se não tiver lá pra me julgar uma vez mais e dizer tudo aquilo que
Me deixa levantar sobre o fogo cinza que se esconde atrás de nuvens azuis
Me beija então por que é bem melhor assim

sexta-feira, 19 de outubro de 2007


ps: to com quase vinte anos, escrevi isso com dezoito, um desabafo quando um amigo partiu pra outra cidade.

L'A Distancia

Andando sozinho sobre os ventos gelados do frio de julho
Um cigarro queimando na boca e uma lata de cerveja gelada na mão
Esquentando a cabeça na jaqueta de um grande amigo que não se faz presente
Isso não é o que queria, isso não é nada do que queria sentir

Então o que eu posso fazer é continuar andando pra chegar logo em casa
Ninguém se importa com isso, ninguém da a mínima pro seus sentimentos estúpidos
Na verdade eu queria muito você, mas não, sozinho mais uma vez
Quando tudo parece te ferir, sentes não ser nada, nada de especial

Trouxemos nossos mundos para perto denovo, eles tentaram nos sujar
Em cima do muro prenderam as coisas boas que insistiamos em defender
Nas horas mais tristes seremos fortes, nas crueis não mataremos pra viver
Os livros de poesia ficam distantes nas pratileiras que constroem destinos

Tu não saberias assim como nao sobriveria sem teu corpo nessa massa gelada
Assim faria de olhos bem grandes toda coisa ser entao pouco e muito forte
Fico completamente tonto, aos 18 de idade, esperando o mundo começar
Ninguem, ninguem pode tomar conta de nossas vidas

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Não ao extremo...

Muitas coisas se juntam e tantas outras se perdem sob nenhum nada, aquele lugar sólido ainda não existe.
Colocar aquele amor num lugar seguro, acima das coisas que se tangem sem nenhuma explicação.
Um apelo tímido, um grito já contido, a espera que não se completa, as pessoas amarradas em rotinas quem saqueiam a vida.
Já não se sabe por que o prato esta cheio se não há fome, mas tantas outras fomes ainda se fazem ferozes.
Uma coruja vem e pousa suas patas sobre o metal quente que ferve, seu olhar é profundo, extasiante, há medo onde havia amor, há amor aonde não havia nada.
Ainda que me vejas sujo, saberás que no fundo toda linha que estendi, sobre qualquer forma crua, somente foi pra chegar até seu rosto ainda que justo, seja forte demais.
Toda aquela timidez do homem por trás dos cigarros, do café que a vida da suporte.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

esse quadro ai é do Edvard Munch - O Grito


Meses

Era daquelas garotas em quem o sorriso se acendia, o pensamento se encendiava sem mais motivos, era, se como, tentasse entender porque o dia é dia, porque a noite é noite, mas não, apenas era, apenas, aquilo que expectativas crivava em busca apenas de uma vaga em seu mundo, preenchia o coração e todas outras lacunas que de amor precisava até aquele momento e em todos os outros que viriam.
Mas como daquelas garotas, isso esta no plural, e ela é unica.
Particularmente o plural me remete e contasta algo, que me faz sofrer, porque estou sozinho, o singular para mim é mais real.
Aquilo se baseia uma vida, na qual, o que fazemos agora é mera consequencia das primeiras coisas que fizemos e nem nos lembramos mais. Mas naqueles primordios onde habitei o utero de minha mae, já estava escrito em alguma estrela que tudo que respirasse ia de alguma forma ser por amor e por ela.
O amor de meu amigo pegou um avião. Sinto que fica a loucura dos dias que pesaram a falta que mastiga e corroe toda sanidade.
Fica aquele céu onde estrelas se apagam no cinza que tenta engolir dias felizes.

Mas está voltando amigo, voltara para os seus braços.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007


Bem longe do parnasianismo e bem perto do modernismo e toda liberdade herdada das outras gerações (terceira geração/modernismo brasileiro) tentei escrever um soneto, sem pretensão alguma, li sobre versos decassílabos, dodecassílabos ou alenxadrino, não cheguei a uma conclusão do que escrevi, se poderia ou não chamar de soneto, mas o chamei de soneto, pelo menos a intensão foi sincera.



Primeiro soneto


Essa distancia impõe limites a duras penas
Do alvo inicial seus olhos azuis me focam
Numa forma crua moldo todo meu eu
A ti devo a graça de ser e não apenas estar


Ânsias envolvem sonhos reais em todo sono
Deixo amor por ti e em tudo que precisas
Inerte na solidão os dias fazem doer sem pena
Na métrica imposta escapo pra senti-la


Nas alcoólicas sombras o nu gera arte
Se escreveres é por que tens sede, ó amor
Abandonar esse perigo talvez se faça mais perigo


Atrás da luz das estrelas do pacifico te amarei
Mesmo com tanto valor todo ouro é somente teu
Ah! O amor retira a limitação da distancia imposta

quarta-feira, 12 de setembro de 2007


A ela

Da esperança infinita se constrói o que se almeja, ou se ama e amarei
Cada superfície lisa, reta e abstrata em meu corpo se fundira no seu
Não chegará ao fim da festa intima que reservo pra ti, meu único amor
Tenho sede de teu calor imenso, inerte na minha alma que busca a tua

Na crua ânsia que a distancia impõe, fronteiras e desertos penetrarei
Tão pouco a úmida e solitária certeza de que um dia chegarei a vê-la
Saudade, ó saudade impiedosa, cravaste teu punhal de ouro em meu peito
Arde e sangras, cavalgara distantes milhas, mas sem trégua, se rendera jamais

Exato teu perdão quando mais precisou se fez amor e por honra sorriu
Absurdas náuseas te tontearam, mas ceder, jamais, soldado forte senhor!
Corações alados és os únicos que não acompanham uma embriaguez covarde

Da solidão não escaparas ileso, mas amor resistira sempre em sua blindagem intrasponível
Das mais altas torres , majestosas muralhas protegeram o homem que sabe amar
Amargarei a caverna amarga, sendo também recinto onde finco minha existência

terça-feira, 11 de setembro de 2007


Uma música versão... coração.::::::::::::::::::::::

Prá Rua Me Levar
Ana Carolina e Seu Jorge

Não vou viver, como alguém
Que só espera um novo amor
Há outras coisas
No caminho a onde eu vou...

As vezes ando só
Trocando passos
Com a solidão
Momentos que são meus
E que não abro mão...

Já sei olhar o rio
Por onde a vida passa
Sem me precipitar
E nem perder a hora
Escuto no silêncio
Que há em mim e basta
Outro tempo começou
Prá mim agora...

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...

É!
Mas tenho ainda
Muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz
E que ainda não cumpri
Palavras me aguardam
O tempo exato prá falar
Coisas minhas, talvez
Você nem queira ouvir...

Já sei olhar o rio
Pr'onde a vida passa
Sem me precipitar
E nem perder a hora
Escuto no silêncio
Que há em mim e basta
Outro tempo começou
Prá mim agora....

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
(Se acender!)
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
(Se acender!) (Se acender!)
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...

Vou deixar a rua me levar

segunda-feira, 10 de setembro de 2007


Caverna amarga


No rosto agora aquele sorriso maroto que nunca compreenderas.
Deixo no silêncio de encontro ao mais profundo, tudo isso que sou,
Naquela cafeteria, enquanto acompanhado da minha sombra pensava sobre a vida.
Caminhos tortos, porem, o que de sinuoso havia ficou para traz, em alguma dobra mal dobrada.
Não mais amarei o que de longe me faz ser fraco, não mais substancias a me anestesiar,
Nesse corpo talvez falte o calor que poderia encontrar em qualquer boteco, onde senhores sem saber fazem a mais verdadeira e sabia filosofia.
Escorrem algumas coisas desse montante de prazeres, mas ó, não, esquinas imundas não merecem minhas lastimas muito mal pesadas.
Se quiseres entender, procure o que se faz mais incompreensível nessas horas onde vale muito mais um abraço sincero, do que maletas amarrotadas de falsos amores.
Senhor, que Deus se sabe Deus e nunca se rendeu a uma bela dama bem apanhada, sem mais injurias ao cristianismo, seguirei minha estrada ainda não pavimentada.
Se há razão na poesia, permita ao poeta ao menos uma ilusão honesta, celebrem com as devidas honras o romantismo romântico.
Em um discurso amargo direi:
-Aqui jaz o velho romântico, que fique ao menos do velho todo seu amor, ele amou, e foi só, simplesmente e covardemente só.
Algumas vezes em palavras retóricas, nesse presente nublado, muitas vezes mais, espada
mística do amor.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007



Não é nada pessoal, algumas coisas coincidem, como pra ti, tambem pode coincidir. Uma breve historia...



Amor cancerígeno


Cigarros queimam, enchem até a boca de carência o cinzeiro manchado de preto, olhos vazios esperando a lua entrar pelo buraco, onde a janela se escondia. Lá do outro lado existem garrafas de carência que tomaremos até esgotar toda solidão.

Sua infância havia sido regada de afeto, compreensão, nunca lhe faltara nenhum tipo de amor, em nenhuma ocasião fora vilipendiado por alguém do seu circulo de convivência, exceto que, lhe faltava amor a si mesmo, isso já bastava para, mesmo que internamente seja zombado, humilhado secretamente por um eu repulsivo, sem sentido no que buscava, mas não, não compreendias, sua beleza era incontestável, garoto visivelmente sem direção, pelos bares atrás de corpos quentes, cigarros incógnitos (aliviava no cigarro qualquer dor), sem lua, sem estrelas, luzes amarelas e vermelhas na sua cabeça, tua beleza incondicional não o protegeu da estupidez humana. Quilômetros a frente da fonte da vida, Luzia sua irmã mais nova cantava, se completava sem precisar nada mais que uma boa canção pra satisfazer e encher sua bolha de vida. Até o dia que teria contado com a imagem escura da morte pela primeira vez, era amor, sem prévio aviso. Os dias contavam passos, as noites contavam dias, os passos, por sua vez, desviava-se do destino, aquela era uma cidade do interior, mas não era tão pequena, até grande em seus limites territoriais, mas desfalcada de cultura e otimismo para aqueles que a cabeça já havia sido aumentada por novas idéias. Nas entrelinhas de um poema qualquer, o poeta pessimista se lamentava pelos homens que o coração já, tão negro estava que quase zerava qualquer esperança. Mas é essa talvez a razão, Alberto irmão de Luzia, primeira pessoa aqui citada, era, não, não era igual a todos que aquela idade deviam mais é se preocupar com o futuro, uma carreira solida, ficar rico e gordo ou um sexo vazio em algum canto sujo. Sem que percebesse já traçaria sua passagem por este mundo com apenas o amor que carregava junto a seu coração. Preferiria, acho que se pudesses escolher, escolheria sim, algo que não causasse tanta dor. Mais numa opinião pessoal acredita esse homem que vos escreve que, em algum ponto disso tudo, exista um Deus, que de algum modo salva aqueles que fieis são a tudo que no amor se consiste. Voltando a Alberto, deixando de lado qualquer descrição mais profunda de seu aspecto exterior, era belo e só (nos dois sentidos). Como se pode cobrar de alguém algo mais, se sabe certamente que aquele alguém segue seus instintos, pois, por mais primitivo que sejas, é guiado somente pela paixão que tens a um amor, amor esse, que até se priva de uma vida, ou ela toda a dá por algo que se possa chamar de meu amor, amor eterno senhor. Segue a humanidade a um incalculável tempo, a buscar evolução, a ter o luxo em meio uma imensidão de lixo tecnológico, se antes a guerra era ao menos honra, hoje, um mero comércio armamentista, onde por um mercado consumidor por mais irrisório que seja, já se constrói um bom motivo para matar e sujar fardas com sangue de bebes. Mas aqui, deixarei longe qualquer principio ideológico. Então, volto a me focar em Alberto, certamente se rei Artur fosse vivo, convidaria Alberto para ser um de seus principais cavaleiros, se não, o mais importante, pois dos filhos de meu Deus, batalhador como esse, livro sagrado algum já teve o prazer de contar sua historia, sem moral semelhante à de livros de auto-ajuda. Mas triste é, moral nenhuma se tirar, pois as mais desoladas colinas, as secas mais imperdoáveis, as tempestades mais devassadoras, não podem ser comparadas a dor do luto de um amor, amor esse que como um raro vaso medieval chinês despedaçado, não existe conserto que repara fielmente aquela porcelana, agora extinta porcelana. Os ventos trazem marcas das ruas e do coração de Alberto, não entrarei em detalhes sórdidos sobre a moça por quem se apaixonou, mas que fique claro qualquer uma não seria, pois rapaz igual a esse, certamente não se apaixonaria pela garota mais bonita da escola, pelo simples fato de bela ser, onde as mentes ainda não formadas de um colégio, sempre colocam as mais belas num patamar acima de todas as outras, foi como disse, mentes ainda não formadas de qualquer colégio, por que os anos seguem, transformam mentes e a beleza imperdoavelmente. Sim, seguem os anos e segue também Alberto, notavelmente sofredor, carrega junto ao seu eu mais profundo e honesto, seu amor, a paixão que traz sentido aos pensamentos, pensamentos que se ligam um no outro, como aquela certeza que devíamos ter, de que tudo o que fazemos é mera conseqüência daquelas primeiras coisas que já fizemos e automaticamente de nossa memória fora deletado. A vida reservava algo para Alberto, ela, friamente no auge do mais covarde egoísmo em declarações em vias de se considerar no mínimo sinceras, que o amava, mas Aberto sentia que ali, nesse mundo não se encaixava. Mas com certeza, que ela apareceria em qualquer exame medico de Alberto, afinal, estava presente em todo seu corpo. Longe de qualquer romance barato, acima de finais esperados. Na linha da vida de alguma mão devia estar escrito que corações se partem, sem nem ao mesmo terem sido tocados. Os exames médicos mostraram que o corpo de Alberto tinha algo que não devia ali estar, era um tumor no coração (raro tumor), sim, exatamente no coração, cravado na carne, impiedoso câncer que a cada novo segundo crescia e se espalhava pra outros órgãos.
Alberto... Alberto morreu sorrindo e suas ultimas palavras foram: - Mesmo sem beijos molhados ou palavras açucaradas, eu vou te amar.

Velório não aconteceu como seu desejo, seu corpo fora cremado. Suas cinzas habitam uma pequena caixa de madeira na estante do escritório de sua amada, hoje, casada e psicóloga.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007


Sou um homem triste,Senhor!
Tenho como único remédio para afagar minha carência,
a bebida, hoje cito velhas e sábias palavras de Badeulaire:
-E, se algumas vezes, nos degraus de um palácio, na verde relva de um fosso, na desolada solidão do vosso quarto, despertardes, com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são; e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio, hão de vos responder: É hora de se embriagar!
Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem tréguas!
De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha.

Senhor, mil perdões, pois minha embriagues de vinho esta acentuada, altamente.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007


Poema a Luno Siqueira


Se pudestes, me por mais perto dos teus medos grande amigo.
De grande esse eu, tão pequeno, tão vago, tão vazio.
Amor em mim te dou de graça, assim como tem por inteiro esse coração.
A falta que arde os dias, queimando esperanças onde já não há belas flores.

Vem de leve, um manso repousar em minha memória tua face mais feliz.
Coube a teu caráter distinto perdoar um tolo cego, sozinho por natureza.
Ridículas variações de humor, estúpidas, perversas, inimagináveis canalhices.
Aqui dentro desse peito mora angustia, pesares e lamentações, quem dera a mim,
um pouco de tua genialidade em superar as pedras que nos atiram à cara.

Venho em versos contemplar essa minha paixão, uma das mais belas, forte e pura em si mesmo.
Se das minhas mãos esperas um aperto, das tuas necessito sentir a paz de tua alma inteira.

Venho todos os dias deixar pensamento, encher de amor um já encharcado sentimento.
O velho medo grande amigo, de ser homem e homem se tornar, sempre os mesmos garotos com seus tênis rebentados.
Mas vem a velhice, sentar ao meu lado nessa caneca de café, nesses cigarros,
nesse sorriso amarelo.

Será o tempo sentar numa privada para defecar, tomando um café onde o doce do açúcar não se sobrepõe ao amargo dos grãos martirizados de cafeina.
Talvez encontremos repostas de nessa vida estar, entre as pernas brancas, macias e lisas de nossas meninas, onde a saudade nos tortura.



Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me
The Smiths


Na Noite Passada Eu Sonhei Que Alguém Me Amava

Na noite passada eu sonhei
Que alguém me amava
Nenhuma esperança, nenhum dano
Apenas mais um alarme falso

Na noite passada eu senti
Braços de verdade me envolvendo
Nenhuma esperança, nenhum dano
Apenas mais um alarme falso

Então me diga
Quanto tempo passou
Antes do último?
E me diga quanto tempo passou
Antes da pessoa certa?

A história é antiga - eu sei
Mas ela continua
A história é antiga - eu sei
Mas ela continua
Continua...





quarta-feira, 29 de agosto de 2007


Velho amor novo


Escrevo hoje por que tenho sede,
não estou buscando nada mais
do que preencher as lacunas
onde só habitam
vários pontos de interrogação,
sinto o tremor e os clarões.
Vejo de cima minha alma
a sinalizar imperdoavelmente o alerta,
mas já, tarde demais,
coração a oscilar notavelmente.

O café esta negro, tão puro, forte e lindo,
como aquela mulata que um dia no pilão
numa senzala esmagou em muitas poesias passadas.
Minha velha pretensão de ter o que amo,
agora simplesmente, não se faz pretensão,
apenas o coração batendo por paixão.
Caiu cedo demais
alguns orgulhos quaisquer,
que deviam junto aos cabelos,
cair somente após alguns muitos anos.

Longe do meu lado
cultivo o sofrimento herdado
de outras vidas,
não me vejo com filhos ou criando gado,
praticando algum esporte raramente talvez.
Sim. Algumas esperanças desse homem se perdem,
mas torna a se cruzar novamente
na próxima esquina,
que torno a pensar nela.
Fica amor sempre e em tudo.

Caro amigo,
em vão, tento consertar,
soldado de uma guerra invisível e sombria,
mas, não citarei moinhos nem cavaleiros malucos.
Hoje escuto uma sinfonia composta há muito tempo.
Encontrei abrigo no som desse piano que toca no radio.
Radio radio, não me deixes sozinho.
És o único a me acompanhar uma prosa.
Sim me golpearam ao longo dos anos.
Mas ficou amor, na vaga, no silêncio e no frio.


segunda-feira, 27 de agosto de 2007



Atravesse comigo

Mergulharei fundo mesmo que meu coração arrego e redenção peça.
Meus olhos se entristecem sem prévio aviso, sem ter tempo pra preparar o corpo pra uma dor futura, falta algo, mas o que falta senhor?
Os dias são como todos outros, em que luto contra a falta de tudo que nunca tive ou já tive e perdi, me livrando das magoas que querem dilacerar tudo que sou.
Coloco agora, as palavras diretamente no papel.
Deposito agora, somente agora, verdades, em que por orgulho, insisto em omitir atrás de muralhas invisíveis.
Entretanto, agora e eternamente agora, amo em todos agoras da minha vida.
Tenho a dádiva de todos os dias pensar e nas noites sonhar com ela.
Pois minha vida e tudo que faz da minha matéria e alma existirem, se esbarram nela.
Nossa existência nos priva de cumprir a cota necessária de encontros. Mas me da forças, a certeza, em que, algum lugar, de algum ponto, desse universo nossas almas se cruzam num lugar seguro.

domingo, 26 de agosto de 2007

Uma música em versão datilografada:::::::::::::

Lamas nas ruas
Zeca Pagodinho


Deixa
desaguar tempestade
Inundar a cidade
Porque arde um sol dentro de nós

Queixas
sabes bem que não temos
E seremos serenos
Sentiremos prazer no tom da nossa voz

Veja
o olhar de quem ama
Não reflete um drama, não
É a expressão mais sincera, sim

Vim pra provar que o amor quando é puro
Desperta e alerta o mortal
Aí é que o bem vence o mal
Deixa a chuva cair, que o bom tempo há de vir

Quando o amor decidir mudar o visual
Trazendo a paz no sol
Que importa se o tempo lá fora vai mal
Que importa?

Se há
tanta lama nas ruas
E o céu
é deserto e sem brilho de luar

Se o clarão da luz
Do teu olhar vem me guiar
Conduz meus passos
Por onde quer que eu vá


Veja
o olhar de quem ama
Não reflete um drama, não
É a expressão mais sincera, sim

Vim pra provar que o amor quando é puro
Desperta e alerta o mortal
Aí é que o bem vence o mal
Deixa a chuva cair, que o bom tempo há de vir

Quando o amor decidir mudar o visual
Trazendo a paz no sol
Que importa se o tempo lá fora vai mal
Que importa?

Se há
tanta lama nas ruas
E o céu
é deserto e sem brilho de luar

Se o clarão da luz
Do teu olhar vem me guiar
Conduz meus passos
Por onde quer que eu vá (se há)

Me permito nesse instante um dialogo com Deus:

Sei da minha juventude e de tudo que ainda tenho pela frente, mas queria agora teu perdão, da maioria das orações que me ensinaram, me esqueci.

Caro amigo, que vida me deu mais de duas vezes, sinto que muitas vezes no meu egoísmo covarde, deixei de algumas noites de dizer que sou grato. A cada esquina que me perdi e depositei algumas coisas, das mais belas que me destes, sem motivo algum, sob nenhum lugar solido.

Somente pelo prazer da carne, em que me tampou os olhos e me fez esquecer do meu caminho.

Sou grato por me permitir ao menos um abraço, e sabes que necessito demais dela ao meu lado.

Meu Deus, tomara que não sejas tarde demais.


sábado, 25 de agosto de 2007


Algum sentido


Resulta da espera infinita muito mais do que se pode colher, a verdade não se esconde atrás de garrafas vazias.

Pra um amor que não quer deixar de ser amor, apenas um pouco mais de calma, para se completar a adaptação do ambiente a essa falta que não é só dor.

Quem sabe até não existe mais dor alguma, toda essa vontade se resuma a esperança de quem um dia voltaras por portas entre abertas a dizer eu te amo.

As cortinas escuras lacram o sol e não deixam que se lembre que há vida lá fora, longe dessa janela que permite ocultar meus sofrimentos mais íntimos.

Meus medos insistem em realidade se tornar, antes fosse a minha queixa um brinquedo que deixei de ganhar, uma comida que minha mãe na cozinha deixou de fazer.

A este homem cabe a certeza de que o primeiro amor passou, o segundo amor passou, o terceiro amor passou e desse terceiro talvez o mais covarde.

Há de um dia voltar a ver homens plantando flores, perdoando as arvores, mesmo que essas mal nenhum tenham feito.

No instante mais covarde, teus lábios muito mais vermelhos e insinuantes do que aquela velha maça, mais vermelha que o próprio vermelho, afogada em desejo. Onde a bruxa do conto de fadas a entregava, ela, a bruxa, destruída pela inveja, da pura beleza, da moça branca e inocente.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007


Em memória a uma bandeira

Como se fizessem desses dias que tenho vivido o ultimo, não sei mais, se ainda sei de alguma coisa concreta alem das certezas que são impressas nas bulas dos remédios.

No banco de madeira, deposito meus ossos, ossos que tem me acompanhado tão fielmente todos esses anos em que busco algum sentido ainda omitido.

Tenho que discordar, a carne não é fraca, nos meus delírios e fantasias mais absurdos ela se faz forte para o corpo agüentar a pressão da mente.

Um ultimo gole, da ultima gota, da ultima reserva de água do planeta, mas isso não importa pra você, afinal, seu corpo é composto por 70% de refrigerante.

Sim, um ultimo amor, do ultimo coração que ainda pulsa e ama nesse planeta, mas isso também não importa, afinal, nunca amou nada que não fosse você na frente do espelho.

Do meu corpo não escorre mais suor, permito ao suor descanso eterno, na jazida do ouro que os portugueses perdoaram.

Na bandeira de minha pátria roubaram as cores, num apelo silencioso, num grito reprimido, em um gemido cruel de dor, depois da tortura impiedosa, talvez do ultimo comunista que se fez homem.

Hay que endurecer-se pero sin, perder la ternura jamas!"

terça-feira, 21 de agosto de 2007

algumas voltas depois... (em torno de mim mesmo)

Poema sereno

O café esta quente, mas sinto que um pouco de seu sabor se perdeu em algumas paixões passadas.
Os homens insistem em quer ser homem, se consiste em destruir
e superar Deus.
Mas, um pouco atrás me disseram pra ir com calma, resolvi aceitar e cumprir o pedido.
Caminho em passos lentos, ser sereno é lembrar que, não é preciso fazer barulho para ser ouvido
Algumas vezes me esqueço que ainda sofro por algum problema que a essa altura,
outros mais sérios me apagaram a memória, aqueles primeiros.
Como que por acaso, o mesmo acontecera com a maioria dos amigos, que pela porta dos fundos saíram e jamais retornaram.
Se constrói desse homem a mesma genética de todos os outros, talvez por isso me sinta tão só.
Do meu amor, me permito ele inteiro, assim talvez seja mais fácil aceitar que ainda existe algo forte e honesto, que tomam lugar em minha mente pra pensar em ti.
Mulher mista de garota, ainda desconhecida, embriagada pela vida que obrigou a viagens sóbrias.
Sou deste lugar onde me ensinaram que é poético bater em alguém mais fraco e indefeso, sou daqui, mas jamais farei parte daquilo onde o amor é ausente.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007


Uma canção sozinha::::::


3000 folhas

Supercordas


Lá onde o sol se põe
As folhas caem
Eu sigo manso o vôo das monarcas azuis
Por onde não passa luz
Águas concorrem
Com o caminho sob o teto de plantas

Pelos rios de cá corre leite
E a tarde sempre chove mel
Mas meus olhos ainda são de 3000 folhas brancas de papel.

Estradas de açafrão
Aos montes sobem
E eu só flutuo ao som de uma fuga rasteira
E agora o que restou?
Sonhos nublados
E a gravura dos teus olhos de nuvem

Eu sonhando sobre o tapete
Das lilases pétalas de céu
E teu corpo rabiscando
Com onírico pincel

sexta-feira, 17 de agosto de 2007


Algumas palavras para alguem que ainda não chegou, pelo simples fato de preencher o coração...
Feliz sem motivos, mas sorrindo a cada tropeço, porque afinal, ao menos pernas tenho pra caminhar.



Meu Céu de Janeiro


Talvez guarde em mim aqueles segredos, absurdas revelações incógnitas.
Sempre no meu peito aquela dor, sempre no meu universo aquele medo.
Um lamento suave que preenche todos os cantos de um coração que ama.
Aquele puto coração que se perde, não sabe se é ele ou é agora todo ele, ela.
Todo ele amor, entre as mãos que seguram o cigarro, apenas amor, somente amor.
Seu único lado heterossexual, não sabe amar, mas ama, esse único lado que tem.
Ela esta contando sorrisos, vivendo numa bolha de vidro, fechando as cortinas.
Quero me desfazer de uma ridícula adoração, transformar meus sonhos em vida.
Garota estranha, tua estupidez é simples necessidade e medo de amada ser.
Cada canto de sua boca, cada curva que saltam os seios, lagrimas e sorrisos, amo
Cada estrela no meu céu sem econtra em tua alma.
Nesta noite o álcool percorrera cada cano em meu corpo, saudade e falta, porque amo.



quinta-feira, 16 de agosto de 2007


Virando a cerveja enquanto caminhava até a escola haviam muitas estrelas
brilhando diteto para mim, mas a frente vi adutos e crianças jogando peteca,
e disse pensando meio alto:
-Deus, de fato este mundo ainda tem jeito.

Frase de impacto: Prefiro tentar indender o imcopreensivel, a enteder e saber exatamente algo
concreto.


Krafty
New Order

Algumas pessoas levantam com o nascer do dia
Tenho que ir trabalhar, antes que fique tarde
Sentando num carro e dirigindo pela estrada
Não é desse jeito que tem que ser

Mas é isso o que você faz para ganhar seu pagamento diário
É esse o tipo de mundo que nós estamos vivendo hoje
Não é onde você quer estar
E não é o que você quer fazer


Apenas me dê mais um dia (mais um dia)
Dê-me outra noite (somente outra noite)
Eu preciso de uma segunda chance (segunda chance)
Desta vez eu farei certo (desta vez eu farei certo)
Eu direi isso pela última vez (última vez)
Eu tenho que avisá-lo (eu tenho que avisá-lo)
Eu tenho que fazer você mudar de idéia
Eu nunca deixarei você ir

Você tem que olhar para a vida do jeito que ela tem que ser
Olhando para as estrelas, debaixo da árvore
Há um mundo lá dentro e um mundo lá fora
Com aquilo na TV, você simplesmente não se importa

Eles têm violência, guerra e matança também
Tudo reduzido num tubo de dois pés
Mas lá fora o mundo é um lugar lindo
Com montanhas, lagos e a raça humana
E é aqui que eu quero estar
E é isso o que eu quero fazer




o clipe -> http://www.youtube.com/watch?v=BsOuNNP6wLA

terça-feira, 14 de agosto de 2007


Ouvindo algumas coisas que nunca imaginaria ouvi-las antes
Sentido coisas, que nunca tambem imaginaria senti-las
Talvez se resuma em panico e desespero
Mas estou sereno quanto tudo aquilo que ainda desconheço
Não contei ainda os passos da caminhada que todos os dias faço
Minha mente sabe muito bem aonde a levo todos os dias
Me esqueci um pouco das palavras dos poetas
Me concentro agora em entender a poesia cotidiana impressa nas ruas
Ainda tenho amor, disso não abro mão
Me diga então do que vale esse seu pulso morto
Minhas mãos ainda não estão errugadas, o tempo ainda se faz pouco
Há vida, muita vida em cada esquina que cruzo com minha sombra
Unica companhia que se faz presente em quase todas as horas
A noite ela se vai, nao me importa aonde
Sei que no outro dia voltara, com novas historias
Quando sente, que se repete tudo que sente
Difunde na imensidão, no vago e no frio,
Talvez tudo que viveu se repete, e não aprende,
Porque repete tudo que sentes, e não tem como escapar
Então resta apenas o fato de não apenas ser
Existir e ser é o que se deve buscar.

sábado, 11 de agosto de 2007


Ei, eu estou vivo e sabe o que isso significa?
Que estou vivo e pronto, sem mais
O coração bombeia o sangue que circula pelos canos em meu corpo
A maquina arde e pulsa, desejos, sexo, desejo
Uma hora não acharas uma roupa para trocar
Sua cretina, eu sou mais, porque posso ser mais
Então nao tentes em vão me alcançar
Sua cretina, nem mantega de cacau impedira os seus labios de ressecarem



Smashing Pumpkins - Disarm (tradução)
by Smashing Pumpkins

Te desarmar com um sorriso
E te cortar do jeito q você quer me cortar
Cortar aquela pequena criança
Dentro de mim e uma parte de você
Ooh, os anos queimaram

Eu costumava ser um pequeno garoto
Tão velho em meus sapatos
E o que eu escolhi é a minha escolha
O que um garoto estaria suposto a fazer?
O assassino em mim é o assassino em você
Meu amor
Eu envio esse sorriso outra vez pra você

Te desarmar com um sorriso
E te deixar como eles me deixaram aqui
Pra secar em negação
A amargura do único q foi deixado sozinho
Ooh, os anos queimam
Ooh, os anos queimam, queimam, queimam

Eu costumava ser um pequeno garoto
Tão velho em meus sapatos
E o que eu escolho é a minha voz
O que um garoto estaria suposto a fazer?
O assassino em mim é o assassino em você
Meu amor
Eu envio esse sorriso outra vez pra você

O assassino em mim é o assassino em você
Eu envio esse sorriso outra vez pra você
O assassino em mim é o assassino em você
Eu envio esse sorriso outra vez pra você
O assassino em mim é o assassino em você
Eu envio esse sorriso outra vez pra você

quarta-feira, 8 de agosto de 2007


vamos vender almas no sinal
mentes em conservas tambem
vamos ficar ricos e comprar uma fazenda
criar boi
e morrer numa cadeira de balanço a resmungar:
"o que valeu foram os bois, e nada mais."



Piggy
Nine Inch Nails


Ei porco !
Yeah você....
Ei porco, porquinho, porco, porco, porco
Preto e azul e ossos quebrados. voce me deixou aqui.
Eu estou completamente só.
Meu pequeno porco precisou de algo novo

Nada pode me parar agora
Porque nada mais me importa
Nada pode me parar agora
Porque eu não me importo
Nada pode me parar agora
Porque nada mais me importa
Nada pode me parar agora
Porque eu simplesmente não me importo...

Hei porco
Nada está se apresentando do jeito como eu planejei
Hei porco, eu esperava que você fosse me ajudar em um
Monte de coisas
Entende ?
O que eu imaginei fazer, eu perdi minha merda por
Causa de você

Nada pode me parar agora
Porque nada mais me importa
Nada pode me parar agora
Porque eu não me importo
Nada pode me parar agora
Porque nada mais me importa
Nada pode me parar agora
Porque eu simplesmente não me importo...

Nada pode me parar agora
Nada pode me parar agora
Nada pode me parar

Nada pode me parar agora
Nada pode me parar

Nada pode me parar agora
Nada pode parar...

domingo, 5 de agosto de 2007


Mais uma vez sem saber a imagem que me aguarda amanha
Tecendo o medo, sentir-me perto e longe demais
Ter e não ser você, ter e querer você....
Já não sei, se o ar que se renova vale mesmo a pena
Sinto em deixar o que mais dói, e mais que dor se faz
Caistes sem enteder, viveu e vive lembranças
E o que vou fazer?


Nos Seus Olhos
Nando Reis

Olhe nos meus olhos
E diga o que você
Vê quando eles vêem
Que você me vê?

Olho nos seus olhos
E o que eu posso ler?
Que eles ficam melhores
Quando eles me leêm

Eu leio as suas cartas
Eu vejo a letra
Meu Deus que homem forte
Que me contempla

Sou sua mas não posso ser
Sou seu mas ninguém pode saber
Amor eu te proíbo
De não me querer

Olho nos seus olhos
E sinto que você
Faz eles brilharem
Como o astro-rei

Olhe nos meus olhos
E o que você vai ver?
Seu rosto iluminado
A Lua de um além

Eu leio as suas asas,
Borboletas
Meu Deus que linda imagem
Me atormenta

Sou seu mas eu não posso ser
Sou sua mas ninguém pode saber
Amor eu te proíbo
De não
não me querer
De não me querer
não me querer
De não me querer

segunda-feira, 30 de julho de 2007



Busco alguma ternura ainda acesa nos teus lábios que se lacraram para os meus,

Sinto deixar amor, aonde recusas aceitar que coração, forte, rápido, ainda pulsa.

Peço uma noite, um dia, alguns minutos pra acreditar que não queres nada que venha de mim,

Não sinto em amar o que não entendo, só procuro poder ainda amar, mesmo sem ter, ainda amo.

Aquilo que incompreensível se faz, sei que ainda devo ficar aqui, por você, por tudo que é amor.

Seus braços, mãos, pele, calor, tudo que preciso e nesse meu mundo ficou distante por ser tudo o que poucos têm coragem de ser.

Sei que no fundo só quer viver, mas de nada vale sem ter o que ama.

Normalmente corações se partem sem nem ao mesmo toca-lo senhor... mil perdões.

O sal do mundo, pra essa noite que vem, chorando bem baixinho, pra nem eu, nem Deus ouvir.

domingo, 29 de julho de 2007


Deixo pra ti, cada pedaço meu, e todas as partes que pelo caminho caiu, deixo tambem.
Deixo meu corpo, meu sexo, meus pensamentos e todo meu amor te deixo tambem.
Eu te amo só por amar, somente, só e sincero.

Trust
The cure

CONFIAR

Não há ninguém no mundo
Que eu possa dar suporte
Não há realmente ninguém de modo algum
Existe apenas você
E se você me deixar agora
Você vai deixar tudo o que nós éramos
Desfeito
Não há realmente ninguém
Você é a única

E ainda a parte mais difícil para você
Colocar sua confiança em mim
Eu te amo mais do que eu posso dizer
Por que você apenas não acredita?

sexta-feira, 27 de julho de 2007


Canais de bolso

Todos aqueles meu amigos, eles me disseram, mais fui estúpido demais, mas agora,

Coloco-os para fora, mesmo sendo tarde demais, acredito que seja possível retornar.

Andei brigando com o espelho, esmagando minha sensibilidade, sou o mesmo ainda.

Existem dias de mudanças, dias para saber que não sou um monte de lixo, a vida é essa.



Como mosca e roedores todos parecem disputar o resto de comida, não preciso mais,

Comi toda a droga que me deram, sobrevivi, quem vai comer toda essa sujeira, não será eu novamente.

Também existem dias para buscar alguma razão e atravessar o rio numa ponte segura,

Dar tempo ao tempo, pensar que existe a felicidade em algum lugar, isso é legal querida.



Por mais longe que esteja eu vou nos tirar daqui, em terra firme vamos pisar, cantar amor.

Mantivemos nossos passos acima de tudo, longe de casa nosso coração parecer derreter.

Isso não é o fim de tudo soldado, pois nossa crença e nossa bandeira são fortes amigo.

Aqui não tem personagens, nem dramalhão mexicano com um grande final.



Cigarros queimam, enchem ate a boca de carência o cinzeiro manchado de preto,

Olhos vazios esperando a lua entrar pelo buraco, de onde a janela se escondia,

Lá, do outro lado, existem garrafas de carência que tomaremos até esgotar toda solidão.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Feche a porta, esqueça o barulho, tome ar, respire fundo, é hora do mergulho.





Chances sempre.
Quero estar sereno, calmo e limpo, nos lugares onde estaremos fortes demais pra morrer
Aqueles olhos, grandes e castanhos olhos, tumultuante, o que todas essas pessoas fazem parece estar em mim.


fora a vida continua a mesma, todos violando e violentando o amor.
O lago escuro bem no meio do parque do alivio protege os peixes dos olhares assassinos, os mesmos que me queimam.

A pequena bolha espessa parece cada vez ficar menor, envolta numa nuvem inebriante de fumaça tóxica, cigarros calados.
Aqueles que amei, meu coração entregue numa bandeja decorada com frutas exóticas, todos eles, agora fingem que não existo.

Vejo os dragões e os moinhos, vejo tudo, menos a certeza de que ter esperança vai me fazer voltar.
Aonde campos floridos?
Deixou minha cova aberta, meu coração em pequenos átomos invisíveis.
Aonde espada mística do amor, aqui jamais!

Todos idolatrem o ódio, todos cantem a canção do amor eterno e etéreo, tenho todas as respostas, menos uma, a de como ser feliz.

Sem Fotoshop e clichês baratos

Minha mente e alma não estão a venda

Sim, é preciso de alguns dias de calma

Mas no fundo chegou até aqui e me ferrou

Sua capacidade feroz em
mascarar sentimentos é covarde

Sou o mesmo ainda, no mesmo velho quarto com pouca luz

O mesmo velho tenis rebentado em meus pés

Se minha roupa furada e minha sinceridade em não medir o que penso te incomoda

Troque de calçada

No final só o amor salva, e o garoto deprimido que se apega facil demais, na verdade só ama.

Abra sua mente e feche a cortina
Te amo ainda e acho que tenho que deixar com o tempo o resto.


Só alguns dias estranhos, em que o conhaque ajuda em goles crueis amenisar a solidão do buraco que você deixou aberto em mim.

Se tenho que me desculpar por te amar e querer bem, sinto muito, não pedirei desculpa.

Vou selar o meu cavalo e dizer adeus.


mais um cigarro, apenas...
enquanto espero que volte.