segunda-feira, 10 de setembro de 2007


Caverna amarga


No rosto agora aquele sorriso maroto que nunca compreenderas.
Deixo no silêncio de encontro ao mais profundo, tudo isso que sou,
Naquela cafeteria, enquanto acompanhado da minha sombra pensava sobre a vida.
Caminhos tortos, porem, o que de sinuoso havia ficou para traz, em alguma dobra mal dobrada.
Não mais amarei o que de longe me faz ser fraco, não mais substancias a me anestesiar,
Nesse corpo talvez falte o calor que poderia encontrar em qualquer boteco, onde senhores sem saber fazem a mais verdadeira e sabia filosofia.
Escorrem algumas coisas desse montante de prazeres, mas ó, não, esquinas imundas não merecem minhas lastimas muito mal pesadas.
Se quiseres entender, procure o que se faz mais incompreensível nessas horas onde vale muito mais um abraço sincero, do que maletas amarrotadas de falsos amores.
Senhor, que Deus se sabe Deus e nunca se rendeu a uma bela dama bem apanhada, sem mais injurias ao cristianismo, seguirei minha estrada ainda não pavimentada.
Se há razão na poesia, permita ao poeta ao menos uma ilusão honesta, celebrem com as devidas honras o romantismo romântico.
Em um discurso amargo direi:
-Aqui jaz o velho romântico, que fique ao menos do velho todo seu amor, ele amou, e foi só, simplesmente e covardemente só.
Algumas vezes em palavras retóricas, nesse presente nublado, muitas vezes mais, espada
mística do amor.

Nenhum comentário: