quarta-feira, 12 de setembro de 2007


A ela

Da esperança infinita se constrói o que se almeja, ou se ama e amarei
Cada superfície lisa, reta e abstrata em meu corpo se fundira no seu
Não chegará ao fim da festa intima que reservo pra ti, meu único amor
Tenho sede de teu calor imenso, inerte na minha alma que busca a tua

Na crua ânsia que a distancia impõe, fronteiras e desertos penetrarei
Tão pouco a úmida e solitária certeza de que um dia chegarei a vê-la
Saudade, ó saudade impiedosa, cravaste teu punhal de ouro em meu peito
Arde e sangras, cavalgara distantes milhas, mas sem trégua, se rendera jamais

Exato teu perdão quando mais precisou se fez amor e por honra sorriu
Absurdas náuseas te tontearam, mas ceder, jamais, soldado forte senhor!
Corações alados és os únicos que não acompanham uma embriaguez covarde

Da solidão não escaparas ileso, mas amor resistira sempre em sua blindagem intrasponível
Das mais altas torres , majestosas muralhas protegeram o homem que sabe amar
Amargarei a caverna amarga, sendo também recinto onde finco minha existência

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