sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Mãos entendidas

No instante que respirou, curvou-se diante dela, que sabias apenas dela, é que era ela

O mundo distante era presente, assim como era também aquelas mãos, as suas mãos

Disse:

- Aqui, no centro dessas duas minhas mãos Senhor, vi vida, dei vida, enfim, é tudo que sou.

Numa respiração mais funda o prazer se perdeu no sexo que ainda não encontrou pernas certas

Muda o silencio que tortura, dando, ao mesmo tempo rasgando pra escalpar a carne que é só carne

Cuspindo no ódio que te traz vida, balança há tempos pensa para o lado do desequilíbrio, que é só vida, enfim.

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