quarta-feira, 24 de outubro de 2007


ps: velho escrito, inteiramente squeado de varias letras e ideias da banda Dance of Days.


Nossos ideais

O que se pode chamar de um garoto esperto cheio de idéias
Um bom exemplo de sinceridade e certeza não existe aqui dentro
Princípios muitos bem guardados em algum lugar
Vamos continuar por ai até não sei bem quando dentro de um quarto escuro


Este mundo, este lugar não é pra tentar viver nem sair do nada em meio a um mar de gelo
Às vezes o algo mais não permite continuar
Não se poder resolver nem entender o que existe
Longe ou dentro de olhos que não dizem nada do que se espera


Quando deixamos nos enganar ou satisfazer aquilo que nunca será como foi
Ou antes, depois, agora e nem nunca vão conseguir
Me provar tudo e ter respostas a todas as minhas perguntas
Nem me colocar acima do que o ali mostrou, que nem sei porque vou querer voltar


Estar perto demais pra não tocar e jogar os braços pra trás
Desisto de entender o que com brilho no olhar quis dizer sobre você
Sentir o vento me jogar entre as pedras e mesmo asssim, e mesmo assim gostar
Nem se tem às vezes o que dizer, alguma coisa que possa sustentar


Um sentido de que esse dia ira mudar o resto de nossas vidas
Não passa de mais um dia comum em que o mais idiota
Dos idiotas que conheço querem razão pra suas vidas
Me revolver entre o suor cansado de um copo gelado


Em que meus lábios buscam manter esforços em que nada de novo tem a oferecer
Me diz pra que tentar então,viver por uma razão, quando de nada vale esperar
Nada pode ser visto alem de um fundo onde nossas mãos buscam uma superfície gasta
Pela morte de nossos corações, nem me diz como tenho que mudar o mundo


Acho que nem mesmo eu procuro tentar entender o que impede de continuar
Talvez agora saiba porque preocupa tanto não ter o que dizer
A você e ficar em silencio pra buscar algo que possa nos evitar
De se repetir e achar um lugar legal pra ir sem pessoas que respiram fumaça


Ainda sim, ainda sim não faz sentido a imagem em meu espelho
Se não tiver lá pra me julgar uma vez mais e dizer tudo aquilo que
Me deixa levantar sobre o fogo cinza que se esconde atrás de nuvens azuis
Me beija então por que é bem melhor assim

sexta-feira, 19 de outubro de 2007


ps: to com quase vinte anos, escrevi isso com dezoito, um desabafo quando um amigo partiu pra outra cidade.

L'A Distancia

Andando sozinho sobre os ventos gelados do frio de julho
Um cigarro queimando na boca e uma lata de cerveja gelada na mão
Esquentando a cabeça na jaqueta de um grande amigo que não se faz presente
Isso não é o que queria, isso não é nada do que queria sentir

Então o que eu posso fazer é continuar andando pra chegar logo em casa
Ninguém se importa com isso, ninguém da a mínima pro seus sentimentos estúpidos
Na verdade eu queria muito você, mas não, sozinho mais uma vez
Quando tudo parece te ferir, sentes não ser nada, nada de especial

Trouxemos nossos mundos para perto denovo, eles tentaram nos sujar
Em cima do muro prenderam as coisas boas que insistiamos em defender
Nas horas mais tristes seremos fortes, nas crueis não mataremos pra viver
Os livros de poesia ficam distantes nas pratileiras que constroem destinos

Tu não saberias assim como nao sobriveria sem teu corpo nessa massa gelada
Assim faria de olhos bem grandes toda coisa ser entao pouco e muito forte
Fico completamente tonto, aos 18 de idade, esperando o mundo começar
Ninguem, ninguem pode tomar conta de nossas vidas

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Não ao extremo...

Muitas coisas se juntam e tantas outras se perdem sob nenhum nada, aquele lugar sólido ainda não existe.
Colocar aquele amor num lugar seguro, acima das coisas que se tangem sem nenhuma explicação.
Um apelo tímido, um grito já contido, a espera que não se completa, as pessoas amarradas em rotinas quem saqueiam a vida.
Já não se sabe por que o prato esta cheio se não há fome, mas tantas outras fomes ainda se fazem ferozes.
Uma coruja vem e pousa suas patas sobre o metal quente que ferve, seu olhar é profundo, extasiante, há medo onde havia amor, há amor aonde não havia nada.
Ainda que me vejas sujo, saberás que no fundo toda linha que estendi, sobre qualquer forma crua, somente foi pra chegar até seu rosto ainda que justo, seja forte demais.
Toda aquela timidez do homem por trás dos cigarros, do café que a vida da suporte.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

esse quadro ai é do Edvard Munch - O Grito


Meses

Era daquelas garotas em quem o sorriso se acendia, o pensamento se encendiava sem mais motivos, era, se como, tentasse entender porque o dia é dia, porque a noite é noite, mas não, apenas era, apenas, aquilo que expectativas crivava em busca apenas de uma vaga em seu mundo, preenchia o coração e todas outras lacunas que de amor precisava até aquele momento e em todos os outros que viriam.
Mas como daquelas garotas, isso esta no plural, e ela é unica.
Particularmente o plural me remete e contasta algo, que me faz sofrer, porque estou sozinho, o singular para mim é mais real.
Aquilo se baseia uma vida, na qual, o que fazemos agora é mera consequencia das primeiras coisas que fizemos e nem nos lembramos mais. Mas naqueles primordios onde habitei o utero de minha mae, já estava escrito em alguma estrela que tudo que respirasse ia de alguma forma ser por amor e por ela.
O amor de meu amigo pegou um avião. Sinto que fica a loucura dos dias que pesaram a falta que mastiga e corroe toda sanidade.
Fica aquele céu onde estrelas se apagam no cinza que tenta engolir dias felizes.

Mas está voltando amigo, voltara para os seus braços.