Brava Baiana
Que Deus de crédito a aqueles que sem avó cresceram, um bolo de fubá por aquela que origem deu a tudo isso que homem me faz, jamais provei.
Tristes são aqueles que se sabe, não tiveram nenhuma conversa ao menos inflamada, afogada em sabedoria com aquela senhora de brancos cabelos.
Velha baiana guardou amor sempre onde havia pouco dinheiro pra uma mesa faminta, mas se fez forte, no amor viveu e morrestes.
Velha cadeira que a cada vem e vai, jogava sobre o vento, a pura poesia que mesmo ausente em livros na estante, emanava no ar, sem desculpa alguma.
Ainda que me vejas sujo, saberás que no fundo toda linha que estendi, sobre qualquer forma crua, somente foi pra chegar até seu rosto ainda que justo, seja forte demais.
Toda aquela timidez do homem por trás dos cigarros, dos cafés que dão suporte a vida,
Se de alguma forma isso te conforte, minha avó, escrevo para que de alguma forma essas palavras cheguem até o reino onde reside agora.
Sabe-se, que dentro das estrelas existe um sol maior que se alimenta de sonhos, que jamais, sempre algum ira despedaçar.
Assim como os poetas, para se conhecer realmente uma pessoa, somente a lendo, se faz mais necessário conhecer seus medos que seus amores.