quarta-feira, 15 de abril de 2009


Sobreviveremos livres e soberanos de nós mesmos

Falhamos, covardemente falhamos, em alimentar o que de podre havia, ao invés de regar as orquídeas que tentavam nascer dentro de nós
Deixamos de cultivar o mundo, deixamos afogar um mundo de incertezas levianas, covardemente exaltadas a cada estupro
da esperança.
Mas saibam eles que ainda somos a maioria, no fim, bem depois, saberemos de tudo, tranqüilos sobre suas faces mortas
Vidros na estrada, como cicatrizes vem cada lembrança sob nuances de dor, acima em algum ponto ausente no acaso realizam-se sonhos
Não negas tua mão e teu perdão, com brilho nos olhos, limpos , de coração ajudemos sem preferir adiar o tempo, pois tempo nenhum nos é suficiente
Estaremos aqui se falhares, com o mesmo velho abraço quente de anos atrás, amizade não se esquece, nem se apaga em nenhuma vida, em nenhum plano
Lados opostos da mesma moeda, irmãos gêmeos de mães diferentes, matéria desencontrada, perdida em algum ponto do universo
Nos veremos tão instantaneamente como a velocidade do sentimento que me faz amá-los.