quinta-feira, 8 de maio de 2008


Deixo a televisão ligada por que talvez acredite que afaste os maus pensamentos, ou até mesmo não me prives esta solidão, tenho andado tão sozinho que os vinte anos de marcas em meu rosto, não se resumem somente a cicatrizes superficiais, o homem de agora, ou o garoto de tempos atras, e essas garrafas quebradas no corredor, os barulhos de corrente, torrencial poderá ser a chuva que vai cair, mas este coração que já não bate e nem apanha, a esse ultimo resta o consolo em goles de conhaque, por que a noite as coisas mudam de lugar.

domingo, 13 de abril de 2008

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Corre para dentro, esquiva-se, some, antes de mais pensar adentro some.

Entender o que, ao que os olhos escapa, é tão difícil sendo também disperso,

É que de tão simples parece inútil, mas firma o existir, finca, braceja.

Mas cansa-se, agarra com toda força e fúria, mas depois de algumas horas solta...

Envolta de todo suor, do mármore derretido pelo sol, da água, enfim, morres.

Mas se perguntares dirá que valeu, valente de toda forma, na recíproca das palavras

firmemente sem intervalos respondera, você sabe o que é, da morte entao sabe-se

que é impossível escapar, que seja por ele morrer, o silencio abriu-se no horizonte,

se fez notar o sol, onde há muito todos só se importavam com a poeira envolta no casco

vazio.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

5591arvore

Mordi o mundo com um cachorro sedento por carne fresca.

A só eu sei como agarrei aquele osso, precipitado então busquei

o que preenchesse aquele buraco.

Sabe, aquele buraco que fica mais ao centro do peito.

A só eu sei, que vazio incerto, num acaso precipitado,

agarrado no correto, no brando, naquele amargo, simples,

complexo que arde fazendo pulsar no cérebro o lamento preciso,

como os tiros em direção a vaidade, que de vaidade,

se fez perverso, canalha narcisista.

Mas era, era sim, forte, puro, algum ser correto

que recolhido na sua humildade lhe reservara o tudo de apenas

ali concentrar alguns poucos esforços para se amar.

Ama-se sim, porque se sabe que até uma cenoura vicia,

então se a pobre cenoura recolhida a sua existência singular vicia,

o que dizer daquelas coxas, que soltava vida a toa,

que respira o ar que não preciso, que muda o ciclo,

que me resume a uma casta sensação de tesão.

A ela apenas o saber de que neste mundo não se pode ter tudo,

Ser tudo de uma só vez, o oposto de nossos mundos me inibe

Atrás das fileiras covardes que não deixam sobreviver com a dignidade

tão almejada, nos sonhos que aqueles comprimidos perdoaram, sentir talvez

o cheiro de palavras açucaradas que me deixam ficar uma vez mais,

deixar sangrar as feridas que fizestes a si mesmo, então necessário é

extingui-la, mas no fundo só queres salvar espécie rara com serio

risco de poeira virar.

Sentar-se ao lado de uma jabuticabeira, sujar com fumaça de cigarro

o ar poético que te remete a tudo que és, ou pensa ser um dia, quem sabe

não tão inalcançado assim, privar as bandeiras de um luta sem mortos,

mas nem por isso batalha menor, por que pra sofrer se sabe há muito

que alterações físicas não necessita, quer dor aos olhos precisa ser vista

pra ser considerada dor?